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Gratidão, Galdino Machado (1935-2015)

30/06/2015
Araraquara / SP
Tetê Viviani
Foto: Arquivo: Tetê Viviane

A Ferroviária ao longo de sua história de seis décadas e meia no cenário paulista sempre teve grandes goleiros. A máxima ‘um grande time começa por um grande goleiro’  soa como antiga, ultrapassada, como o bordão ‘em time que se ganha não se mexe’, afinal são frases que gerações repetem sem analisar o conteúdo.

Mas falar de Galdino Machado (1935-2015), um goleiro das décadas de 50 e 60, é reviver estes bordões, principalmente porque eram outras circunstâncias e de fato ninguém ganhava nada sem um grande goleiro e mexer no time, nos coletivos, era uma temeridade porque os onze que entravam em campo tinham que terminar a partida sem a possibilidade de serem substituídos. A regra três chegou à Copa de 1970, com a permissão de duas substituições.

A recente morte do goleiro Galdino Machado, do acesso da Ferroviária naquele inesquecível ano de 1966, mexe com a memória dos torcedores mais antigos da Locomotiva.

As festas da Sala Reminiscências Esportivas, do saudoso Paschoal Gonçalves da Rocha, contou inúmeras vezes com a presença do Machado, que vinha com amigos de Ribeirão Preto e Sertãozinho.

“Jamais imaginária ver a Fonte Luminosa tão linda”, disse na reinauguração do estádio em 22 de outubro de 2009.

Machado era o professor da escola grená que formou  Carlos Alberto Alimari, Getúlio e Sérgio Bergantin e outros. Sua carreira se resumiu nos rivais Ferroviária, Botafogo de Ribeirão Preto, XV de Piracicaba, Ponte Preta e o Juventus SP, da Mooca, bairro em que nasceu.

Protagonista do acesso de 1966 da Locomotiva e coadjuvante no Botafogo FC em 1956, quando o Fogão perdeu para a Ferroviária por 6 a 3, no primeiro acesso da Ferroviária à Divisão Especial, Machado também ficou marcado por tomar oito gols do rei Pelé, na Vila Belmiro, quando o Peixe massacrou o tricolor de Ribeirão, por 11 a 0 pelo Campeonato Paulista de 1964.

Apesar  da goleada do Peixe, Machado saiu elogiado ao final da partida por ter evitado um vexame ainda maior para o Botafogo FC.

A história ‘oficial’ necessita eternizar ídolos, impor recordes, endeusar atletas, mas no caso do Machado ele encarna a saga real dos heróis anônimos das equipes menores.

Portanto, nossa gratidão ao Galdino Machado, o goleiro que garantiu a vitória por 1 x 0, gol de Maritaca, contra o XV de Piracicaba, em 1966, e a volta da Locomotiva à Divisão Especial, após a queda em 1965.

Machado atuou na Locomotiva no período de 1966 a 1969 em 111 jogos. Obteve 66 vitórias, 25 empates e amargou 20 derrotas

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