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No topo da América do Sul e com mais desafios pela frente

21/12/2015
Araraquara / SP
Tetê Viviani
Foto: Tetê Viviani

Longe de casa e da pressão da exigente torcida da Ferroviária, o futebol feminino traçou um novo caminho para a modalidade e com uma superação incrível, diante das adversidades, conquistou a VII Copa Libertadores da América de Futebol Feminino, em Medellín, na Colômbia neste ano.

O inédito título da Ferroviária é a maior conquista do esporte amador coletivo de Araraquara e o primeiro de um clube brasileiro, na modalidade feminina, fora do País. Portanto, um fato que merece ser comemorado e reverenciado como foi à grande festa na chegada da delegação na cidade no dia 10 de novembro de 2015.

E os jogos? A Ferroviária em momento algum foi inferior aos adversários. Jogou sério, fechou a defesa e o meio campo, explorou os espaços no ataque e alternou as descidas das laterais. O time titular teve poucas alterações: Amanda Carolina, Daiane Rodrigues, Mimi Souza, Juliana Cardoso e Ana Barrinha; Júlia Bianchi, Nicoly, Patricia e Rafaela; Tábatha e Adriane Nenê. As que entraram, sempre no segundo tempo, Nuty, Luana, Cacau e Isabela mostraram totais condições de serem titulares também. As goleiras Thais Helena e Bruna mais Thaíni (lateral) e Naiarah (atacante) não tiveram oportunidades, mas treinaram com disposição e deram apoio intensamente as que atuaram.

A convivência diária, a união, a dedicação nos treinos, o trabalho profissional da comissão técnica abriu as portas do futebol feminino para um futuro promissor. O Brasil pode confiar no futebol da Ferroviária Fundesport para representá-lo em competições internacionais e isso vale muito. Em 2016,  há possibilidade de a Ferroviária disputar o Mundial Interclubes no Japão.

A filosofia colocada em prática da “Inteligência do jogo”  do estudioso técnico Leonardo Mendes, que tem extenso currículo no futsal, foi assimilada pelo elenco durante toda a temporada, mesmo com as eliminações nos campeonatos Paulista, Brasileiro e Copa do Brasil e mais os desfalques causados pelas convocações da Seleção Brasileira, o trabalho “encaixou” na Libertadores e isto deu uma confiança incrível à equipe.

O suporte ao Leonardo veio da comissão técnica do supervisor César Molina, do abnegado coordenador Douglas Onça, do fisiologista Márcio Ferreira, sempre atento com a suplementação à base de aminoácidos, do competente preparador físico José Carlos Rosa, do experiente médico Leonardo Cunha e do eclético fisioterapeuta Zequinha Belisário.

Em campo, contra as bases das seleções de Chile, Argentina, Uruguai, Peru e até do próprio Brasil (São José), as Guerreiras Grenás souberam atacar, defender, prender a bola, improvisar, dividir com todo vigor, aproveitar as oportunidades e vencer uma batalha de cada vez.

 A taça transitória da Copa irá provavelmente para o Museu do Futebol, na Fonte Luminosa e ficará exposta pelo menos durante um ano, ou seja, até a próxima Copa quando a Ferroviária tentará o bi da Libertadores, o bi do Campeonato Brasileiro e o penta do Campeonato Paulista, e para uma pauta de desafios desta enorme envergadura o  aprendizado na Colômbia será muito útil.

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