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Eleições agitadas na LAF: diretor de clube é “vítima de sequestro relâmpago”

14/09/2015
Araraquara / SP
Tetê Viviani
Foto: Tetê Viviani/arquivo

Os anos 1980 foram agitados no futebol amador e também marcou uma transição entre o encerramento das atividades futebolísticas dos grandes clubes amadores como o Benfica, Palmeiras, Estrela, Atlética, Grêmio da Polícia Militar, Santana e o surgimento de novas agremiações.

Despontavam os emergentes União Skina, Dema, Carmo, Portuguesa, Carmo, Grêmio dos Servidores da Penitenciaria, Associação Alvorada, Treze de Maio FC, Cacic FC, D\\\'stalo FC entre outros.

Um grupo não muito ligado ao futebol amador se lança a presidência da LAF e a incerteza de quem ganharia as eleições se acentua. Diretores conhecidos dos clubes seriam substituídos por estranhos?

Uma votação que não duraria mais de 20 minutos, na sala apertada do pavimento superior no prédio situado na esquina da Rua Padre Duarte com a Avenida São Paulo, em frente ao Banco do Brasil, no Centro de Araraquara, poderia mudar todo o cenário do futebol amador.

Acuado e com dúvidas sobre quem votaria em quem, um experiente diretor de um dos mais tradicionais clubes da cidade, que representava o bairro Santana, na zona oeste de Araraquara, resolveu agir.

Convidou os diretores dos clubes, com quem tinha um relacionamento mais estreito para uma conversa no Bar do Piva, na Avenida Portugal, ao lado da Igreja Matriz e perto da LAF.

Enquanto isso, outro grupo de indecisos aguardava o início da eleição nas escadarias de acesso à sala da LAF. Espontaneamente os grupos se igualavam em números de participantes.

Assegurar os votos da maioria e não correr riscos com os indecisos era a estratégia adotada pelo líder do Santana.

Terminada a reunião no Bar do Piva, ficou pactuado que o grupo iria votar na chapa tradicional. Outra providência foi dispersar o grupo para não levantar suspeitas de conluio ao chegar à sede da LAF.

A votação era oral, aberta e democrática.

Na contagem prévia de votos no Bar do Piva surgiu uma dúvida e um risco de perder por um voto, pois um diretor de um clube da Vila Xavier, que representava a colônia lusitana, não se mostrou muito fiel ao grupo tradicional.

Matreiro, o estrategista do Santana sugeriu uma carona ao diretor suspeito. “Alguns chegarão de carro e outros a pé para disfarçar o pacto”, justificou.

A carona virou um “sequestro relâmpago”. O motorista alegou que estava procurando um presidente de clube no bairro Quitandinha para votar de última hora e por lá ficou rondando com a “vítima”. Ciente do fim da eleição, o motorista sequestrador rumou à sede da LAF trazendo o diretor sequestrado, que perdeu o direito de voto.

O grupo tradicional venceu o pleito.

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Comentário(s) - 1

carlinhos lopes
Publicado em: //2015 - 09

ai que saudade me dá...a frase não é só uma letra de música, mais sim a grande saudade do futebol amador. Belos campos, belos jogos e grandes craques...marcuira, baia, oscar, eta meu quitandinha, atlas, união, Villares e muitos outros times que se formaram e se foram...uma sugestão ao querido editor...vamos criar um espaço...craques do passado "Onde andarás você" e ai o leitor que quer matar saudade, manda uma foto da equipe ou do atleta...amadurece a idéia...abraços a todos.

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